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Guanxuma

Malvaceae

Guanxuma

Sida rhombifolia L.

Características botânicas

Planta herbácea subarbustiva ou arbustiva de ciclo perene, ereta e dicotômica, atingindo de 0,5 a 1,5 metro de altura. Caules lenhosos na base, cobertos por tricomas estrelados. Folhas alternas, simples, com peciolos curtos e lâmina romboide ou lanceolada, glabra na face superior e tomentosa na inferior, com margens dentadas. Flores solitárias ou em pequenos grupos axilares, amarelo-alaranjadas, com cinco pétalas. Fruto esquizocarpo, subtriangular, com 8 a 12 mericarpos indeiscentes, cada um contendo uma semente. Sistema radicular pivotante e profundo. Reprodução principalmente por sementes.

Origem e distribuição

Cosmopolita, nativa de regiões tropicais e subtropicais, com vasta distribuição na América do Sul, incluindo o Brasil.

Resistências conhecidas

Resistência documentada a herbicidas da classe dos inibidores da ALS (ex: chlorimuron-ethyl e metsulfuron-methyl) em populações encontradas em lavouras brasileiras, especialmente de soja. Mecanismos de resistência incluem a alteração do sítio de ação da enzima ALS.

Controle

Controle químico: Herbicidas seletivos, como glifosato em culturas RR, e outras alternativas como 2,4-D, dicamba, paraquat (em dessecação), e alguns inibidores da PPO (ex: fomesafen) em pré-emergência ou pós-emergência precoce para culturas específicas. É crucial a rotação de modos de ação para prevenir o desenvolvimento de resistência. Controle cultural: Rotação de culturas, plantio direto com cobertura de solo, espaçamento adequado e uso de cultivares competitivas para otimizar o fechamento da entrelinha e sombreamento. Controle mecânico: Capina manual ou mecanizada em estágios iniciais de desenvolvimento da planta. Arado e gradagem podem ser eficazes, mas podem estimular a germinação de novas sementes presentes no banco de sementes do solo.

Dano econômico

A Sida rhombifolia compete por água, luz e nutrientes com as culturas, especialmente em pastagens, cafezais, lavouras de soja, milho e algodão. Em pastagens, reduz a disponibilidade de forragem e a qualidade da dieta animal. Em culturas anuais, pode causar perdas de produtividade significativas, estimadas em até 30% em lavouras de soja e milho, dependendo da densidade e período de convivência. A presença dessa espécie também pode dificultar a colheita, aumentando custos operacionais.

Artigos e estudos

  • Resistência de Sida rhombifolia L. a herbicidas inibidores da ALS (acetolactato sintase)
    Revista Brasileira de Herbicidas

    Estudo que identificou e caracterizou populações de Sida rhombifolia com resistência confirmada a herbicidas inibidores da ALS em lavouras de soja no Brasil, destacando a importância da rotação de modos de ação.

  • Período crítico de competição de plantas daninhas com a cultura da soja no Cerrado
    Embrapa Soja

    Pesquisa que avaliou o impacto da competição de diversas plantas daninhas, incluindo a guanxuma, na produtividade da soja no Cerrado brasileiro, determinando o período crítico de controle.

  • Manejo e controle de plantas daninhas em pastagens cultivadas
    SBCPD - Boletim informativo

    Artigo que aborda estratégias integradas de manejo e controle de plantas daninhas, como a guanxuma, em pastagens, visando a recuperação e manutenção da produtividade forrageira.

  • Biologia e ecologia de Sida rhombifolia L. e implicações para o seu controle
    Planta Daninha

    Revisão abrangente sobre a biologia (germinação, crescimento, reprodução) e ecologia da Sida rhombifolia, fornecendo subsídios importantes para o desenvolvimento de estratégias de manejo eficazes.